CHEGANDO EM GRAVATÁ FORMOS MORAR PRÓXIMO A
ESTAÇÃO DE TREM, NO LOCAL QUE SE CHAMA ( BURACO
DO TATÚ ). NA CIDADE GRANDE TUDO É DIFERENTE DO
SÍTIO, EMPREGO É DIFICIL. MAS CONSEGUI UM BICO
QUE ERA PARA FAZER SACOLAS DE PAPEL. MEU PAI
NUNCA GOSTOU DE PEGAR NO PESADO, MESMO COM
FILHOS, CASA E MULHER. AS COISAS FICARAM MAIS
APERTADAS, QUANDO NÃO SE CONSEGUIA UM BICO.
ADOECI, FIQUEI MUITO DOENTE, NEM MEU PAI, NEM
MINHA MADRASTRA CUIDARAM DE MIM. UMA VIZINHA
VENDO O MEU SOFRIMENTO, ME LEVOU AO HOSPITAL,
DEUS POR EXISTIR AQUELA VIZINHA. EM CASA CHEGOU
UM DIA QUE NÃO TINHA NADA PRA COMER. EU E MINHA
IRMÃ SAÍMOS PARA MENDIGAR... PASSEI MUITO TEMPO
PEDINDO ESMOLAS. FOI UMA EXPERIENCIA MUITO
MARCANTE NA MINHA VIDA, POIS EU VIA DENTRO DE
CASA, UM PAI QUE NÃO SE MEXIA PRA NADA, MEUS
IRMÃO PASSANDO FOME E MINHA MADRASTA SÓ
JUDIANDO COMIGO E MINHA IRMÃ ( ELIANE ) QUE ERA DO
PRIMEIRO CASAMENTO DO MEU PAI. SÓ ME RESTAVA
PEDIR ESMOLAS. APÓS TANTAS COISAS ACONTECEREM,
MEU PAI DECIDIU SAÍ DA CIDADE. MAIS UMA VEZ NOS
MUDAMOS, DESTA VEZ FORMOS PARA O ENGENHO
TIMORANTE MUNICÍPIO DE AMARAJI - PE. CONTINUA NA
PARTE 03.















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